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Recuperação da mata ciliar do Córrego Serafim tem início semana que vem

  • Foto do escritor: ambientecampinas
    ambientecampinas
  • 23 de nov. de 2016
  • 3 min de leitura

A Prefeitura de Campinas dará início na próxima semana ao processo de recuperação ambiental da APP (Área de Preservação Permanente) do córrego Serafim, que corta a região central da cidade. O projeto de recomposição da mata ciliar prevê o plantio de nove mil mudas nativas e frutíferas numa área de 51 mil metros quadrados localizada no bairro Taquaral, entre as ruas Ary Barroso e Rosa Belotto.


O projeto está orçado em R$ 880 mil e será executado por meio de compensação ambiental da empresa Hesa 41, em contrapartida a


Área urbana tomada por Leucenas ganhará duas novas praças/Créditos: Carlos Bassan.


empreendimentos imobiliários implantados ao lado da área a ser reflorestada.


O projeto de recuperação da área inclui a construção, no mesmo espaço, de duas praças de 80 metros quadrados cada uma, com calçada para caminhada, bancos e playground para as crianças. Já, o plantio das mudas ocorrerá ao longo de 900 metros de extensão, numa faixa de 30 metros de cada lado da margem do curso d’água. Entre as espécies que servirão à recomposição da mata ciliar estão pau-brasil, jatobás e jequitibás, entre outras, além de espécies frutíferas tais como uvaia, grumixama, cambuci, araçá, jenipapo e outras.



Corredor tomado por praga ganhará 9 mil mudas nativas e frutíferas/Córregos: Carlos Bassan.


De acordo com o secretário municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SVDS), Rogério Menezes, “além de atrair pássaros, a formação de um bosque de árvores nativas, bem no centro da cidade, qualifica e ajuda a melhorar o meio ambiente urbano”.


Leucenas


Segundo o diretor do Departamento do Verde e Desenvolvimento Sustentável, Marcos Roberto Boni, para que o projeto de recuperação seja implantado é necessário, primeiro, cortar e extrair as aproximadamente 40 mil árvores da espécie denominada Leucena (Leucaena leucocephala), que é uma árvore invasora que ocupa completamente os espaços onde suas sementes alcançam, e impedem o desenvolvimento de todos os outros tipos de árvores nativas do Brasil.




Espécie invasora causou erosão do solo/Créditos: Carlos Bassan.


“A Leucena é uma árvore nativa da América Central com grande capacidade de adaptação a períodos secos. Essa capacidade fez da espécie um problema ambiental, uma vez que ela se desenvolve de forma muito rápida e agressiva, liberando substâncias no solo que eliminam as árvores brasileiras. Além disso, as Leucenas não produzem alimentos para passarinhos e outros animais. A Leucena, hoje, é considerada uma praga urbana não só em Campinas como em outras regiões do País”, afirmou Boni.


De acordo com o diretor, a região onde será realizada a recuperação ambiental está tomada pela erosão e, em função disso, serão extraídas apenas as Leucenas de caule de menor porte, a fim de não impactar ainda mais o solo.


As árvores com os troncos mais grossos serão cortadas bem rentes ao chão e sobre elas será aplicado um produto que impede o crescimento da planta. Com o tempo, segundo Boni, as raízes apodrecerão e servirão de matéria orgânica para enriquecer o solo.


Leucenas acompanham o curso do Córrego Serafim/Créditos: Carlos Bassan.


A recuperação será sobre 100% da área do córrego infestada com a praga da Leucena. O corte e extração da espécie invasora deve demandar aproximadamente dois meses de trabalho.


APP


Segundo o Novo Código Florestal Brasileiro, uma APP pode ser definida como área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas. As margens de rios e córregos estão na categoria de Área de Preservação Permanente.



Vista da área degradada pela sacada de um pr/Créditos: Carlos Bassan.




 
 
 

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