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Prefeitura e instituições se unem para desenvolver tijolo ecológico

  • Foto do escritor: ambientecampinas
    ambientecampinas
  • 30 de jun. de 2016
  • 2 min de leitura

A Prefeitura de Campinas, por meio das secretarias municipais de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo; do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e da Sanasa, firmou na manhã desta quinta-feira, 30 de junho, um protocolo de intenções com a MRV Engenharia, o Instituto Adventista de Ensino (Unasp) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil de Grandes Estruturas do Estado de São Paulo (Sinduscon) com a finalidade de colaboração técnica para pesquisa e estudos visando desenvolver insumos da construção civil a partir do lodo proveniente das Estações de Tratamento de Água (Etas), gerando o tijolo ecológico.


A assinatura do documento ocorreu durante o lançamento, pela MRV, da pavimentação do trecho de 1,2 quilômetros de extensão da Avenida Nelson Ferreira de Souza, uma extensão da Avenida Camucin que, por sua vez, é uma continuação da Avenida Ruy Rodrigues. A via liga o distrito do Ouro Verde ao distrito do Campo Grande, motivo porque registra grande trânsito de veículos.


A obra de pavimentação é uma contrapartida da MRV ao loteamento Reserva das Flores, no qual serão construídas cerca de 6 mil unidades habitacionais dentro do programa “Minha Casa Minha Vida”.


Tijolos ecológicos


Nos estudos para desenvolvimento do tijolo ecológico, serão analisadas as possibilidades de incorporação do lodo produzido pela Sanasa na produção de pré-moldados de concreto para utilização direta na construção civil.


Os estudos têm por objetivo também desenvolver formas sustentáveis de descarte dos subprodutos do processo desenvolvido, como metais pesados e outros rejeitos do lodo. O projeto prevê, ainda, o envolvimento de cooperativas de reciclagem na produção dos insumos desenvolvidos, as quais serão treinadas e assistidas no processo de implantação.


Durante a cerimônia, que aconteceu na Avenida Camucim, no Jardim Marajó, o prefeito Jonas Donizette falou da necessidade mundial de obter proveito dos resíduos em busca de uma economia mais sustentável. “Temos que desenvolver a sustentabilidade em todas as áreas e espero que este projeto que almejamos, de chegar a um modelo viável de tijolo ecológico, tenha sucesso”.


De acordo com o protocolo assinado, o Sinduscon e Prefeitura participam como articuladores e oferecerão o suporte para a gestão eficiente desta cooperação técnica. Já o Unasp oferecerá os laboratórios de engenharia e o pessoal capacitado para a realização da pesquisa e desenvolvimento propostos, e a MRV, permitirá a utilização de alguns canteiros de obras específicos e adequados para a realização de ensaios “in loco”, bem como a possibilidade de aquisição dos produtos obtidos, desde que os mesmos cumpram com as normas de utilização. A Sanasa, por sua vez, fornecerá a matéria-prima proveniente de suas Estações de Tratamento de Água.


A Sanasa produz uma média anual de 6.750 toneladas de lodo por ano, cujos custos para tratamento e encaminhamento ao aterro sanitário giram em torno de R$ 1,2 milhão anuais.

 
 
 

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