Organização internacional cita positivamente Campinas em ações ambientais
- ambientecampinas
- 10 de nov. de 2015
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O prefeito Jonas Donizette participou da apresentação dos resultados do programa CDP Cities nesta terça-feira, dia 10 de novembro. Os dados constaram de um mini-documentário que citou Campinas com dados positivos em relação a medidas ambientais para conter os efeitos das mudanças climáticas.
O mini-documentário foi produzido pelo CDP, uma organização internacional, sem fins lucrativos, que fornece o maior e mais completo sistema global de divulgação ambiental. O objetivo do CDP é motivar empresas e cidades a medirem e divulgarem seus impactos sobre o meio ambiente e recursos naturais para, dessa forma, descobrir maneiras de reduzi-los.
A apresentação de dados, coletados em 90 cidades latino-americanas, foi realizada no espaço Café Filosófico da CPFL, com as presenças do secretário do Verde, Meio ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Campinas, Rogério Menezes; do presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Júnior; presidente de vendas da BYD, Vagner Rigon; da coordenadora de Segurança Energética da Fundação Konrad Adenauer (entidade política alemã) e da diretora do CDP, Juliana Lopes, além de convidados de vários segmentos ambientais e de responsabilidade social.
O programa oferece uma plataforma global, que permite que os governos de cidades divulguem publicamente os seus dados sobre emissões de gases do efeito estufa, a análise de riscos das alterações climáticas, oportunidades e planos de adaptação.
O documentário apresentou, ainda, resultados positivos de algumas cidades, que trabalham para se adaptar e conter os efeitos das mudanças no clima e do efeito estufa. Os dados fornecidos pelas cidades contêm informações valiosas sobre as estratégias em relação à mudança climática com o objetivo de direcionamento de ação e de investimentos rumo a uma economia sustentável.
Campinas
Campinas foi citada por projetos ambientais considerados importantes, entre eles a parceria público privada da planta solar de Tanquinho, na qual a CPFL investiu R$ 13,8 milhões.
Outro exemplo foi a empresa chinesa BYD, especializada em veículos elétricos e híbridos, baterias e novas energias, que está investindo R$ 250 milhões em uma planta de montagem de ônibus elétricos. Campinas ganhou os 10 primeiros ônibus elétricos, o que contribuirá para reduzir o equivalente a 50 toneladas de CO2 em um ano.
O programa de combate à perda de água da SANASA, com o objetivo de reduzir as perdas, também foi citado. O trabalho traz como resultado direto a redução de custos e minimiza os impactos ambientais, permitindo a recuperação da receita. Enquanto a média nacional de perdas na distribuição de água é de 40%, o índice da SANASA em 2012 foi de 19,3%, percentual considerado dos mais baixos do país.
Para o prefeito Jonas Donizette, Campinas está no caminho certo na adoção de medidas ambientais de preservação e desenvolvimento sustentável. Jonas destacou a importância de adotar ações ambientais como fator de saúde pública.
“A questão ambiental é determinante para a saúde da população, por isso adotamos ações de baixo carbono e incentivamos o consumo consciente. Acreditamos que não é só uma questão de preço, mas de qualidade, responsabilidade social e principalmente, ambiental”, declarou.
O prefeito informou, na ocasião, que Campinas está em fase de elaboração de inventário de GEE (emissão de gases do efeito estufa), o qual contemplará os 20 municípios da Região Metropolitana.
O secretário do Verde, Rogério Menezes, ressaltou a importância da plataforma do CDP Cities como instrumento incentivador para as ações ambientais limpas.
Segundo ele, a decisão de Campinas em participar do programa é uma demonstração de que o município assumiu o compromisso de avançar nas políticas públicas de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.
“Campinas é referência em tecnologia e estamos adotando medidas para que a cidade se torne referência também em tecnologias ambientais. As ações provam que o município leva a sério as circunstâncias que envolvem as mudanças climáticas”, disse.
Dados
De acordo com os dados apresentados pelo CDP, em forma de mini-documentário, as cidades abrigam 70% da população na América Latina, locais onde os efeitos das mudanças climáticas são mais sentidos.
As 90 cidades da América Latina participantes da edição de 2015 abrigam mais de 112 milhões de pessoas, o que equivale a mais da metade da população brasileira.
As cidades são responsáveis por 75% das emissões de carbono do mundo. No reporte ao CDP, 28% das cidades informaram que fazem a medição de suas emissões de gases de efeito estufa, totalizando em torno de 196 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Essas emissões equivalem ao consumo de 83 trilhões de litros de gasolina.
Os resultados mostram que 94% das cidades participantes identificam riscos climáticos como subida da temperatura, secas e aumento das chuvas. Com o objetivo de reduzir esses riscos, 76% das cidades reportaram algum tipo de ação de mitigação ou adaptação.
Entre as cidades que reconhecem os riscos das mudanças climáticas, 69% bservam nesses riscos oportunidades econômicas tais como desenvolvimento de novas indústrias e aumento de investimentos em infraestrutura.
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